Flávio aceita desafio de Lula e diz que abre 20 anos de sigilo, mas impõe condições
Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Wikimedia Commons
A briga pelos sigilos virou o novo capítulo da reta final da eleição. Nesta quarta-feira (21), Flávio Bolsonaro (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido em que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, respondendo ao desafio feito pelo presidente Lula (PT).
Só que veio com condições. Flávio quer que Lula também libere os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, além de informações sobre Lulinha, o Instituto Lula, os gastos do cartão corporativo e a agenda da primeira-dama Janja.
"Lula nem tem celular"
Em evento de campanha em Guarulhos (SP), ao lado do governador Tarcísio de Freitas, o senador explicou a exigência sobre Marcola. "Eu só vou abrir se o Marcola abrir o sigilo telefônico dele. Lula nem tem celular", disse. "Não só vou aceitar o desafio como vou levar até as últimas consequências."
No documento enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, a campanha chama o desafio de Lula de "promessa vazia" e "demagogia barata". Flávio também pede os registros de entrada do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, nos palácios do Planalto e da Alvorada.
Presidente Lula (PT) — Foto: Agência Brasil
Como começou
Lula lançou o desafio no debate da Band e oficializou a autorização no TSE na segunda-feira (20), com a condição de que o adversário fizesse o mesmo. Segundo o petista, a ideia é mostrar "quem é corrupto" nesta eleição.
Agora, cabe ao TSE decidir o que será aberto, a poucos dias da votação. O segundo turno acontece neste domingo (25).
Fontes: CNN Brasil, Valor Econômico, g1, Exame, Veja.
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